Artigos

sala de espera da oficina…

Assentada na sala de espera da oficina mecânica de 14:00 as 19:00 torna impossível não pensar em tantas coisas… mesmo porque tempo para isso é o que não falta.

Na minha frente apenas uma recepcionista que também parece entediada. Lá fora um caos por causa da pressa de todos me faz pensar que nunca é uma boa idéia trocar pneus na véspera de feriado. Por causa da correria e rotina infelizmente só sobrou hoje. Depois de três horas pensando em tantas coisas, planejando detalhes da viagem, pensando nas palavras que vou ministrar, montando aulas do Webnário na mente e orando por coisas que preciso apresentar diante de Deus…. depois disso um silêncio profundo. Não um silêncio ao meu redor. Me refiro ao silêncio da alma, aquele que a gente as vezes quer evitar porque nos faz pensar em coisas mais profundas, as vezes boas, as vezes ruins.

Penso na espera. Penso nos desertos. Penso nos momentos de silêncio de Deus.

A sensação pode parecer como essa: lá fora na oficina todo mundo em plena atividade, correndo de um lado pro outro, resolvendo problemas e chegando a um resultado final. Na sala de espera ficamos presos do outro lado da porta de vidro. Não adianta querer ir embora porque simplesmente você não pode sair e abrir mão de tudo. Você precisa esperar e detesta esse fato. Mas não adianta. Não tem para onde correr. A única coisa que você pode fazer é aquilo que você não quer: ESPERAR! E talvez seja bom pensar em algo para fazer enquanto se espera.

Assim é com cada um de nós nos momentos que Deus nos leva aos desertos e estações de espera em nossas vidas. Todos nós falamos e filosofamos sobre os desertos: não é lugar de privação e sim de privacidade. Não é lugar de punição e sim de preparação. Todos sabemos disso.

“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração” (Oséias 2.14). O amado noivo chama a noiva para uma conversa íntima. O cenário? Desértico. Talvez para que haja silêncio absoluto, deixando do lado de fora todo caos e agitação, afinal na espera do deserto nossa alma acaba se silenciando, normalmente depois de espernear, chorar, reivindicar até chegar num ponto em que se rende e decide aguardar uma resposta e uma palavra do Noivo.

É aí que encontramos o que fazer durante a espera (se é que você me entende). Encontramos algo para ocupar nossa mente e coração porque percebemos que não temos como sair antes do prazo determinado não importa quão bonzinhos sejamos ou quantas tarefas precisamos realizar do lado de fora. A questão é se vamos aprender a lição do deserto ou permanecer dando voltas. A noiva de Cantares aprende a lição (láááá no final do livro) porque a declaração sobre ela é poderosa:

“Quem é esta que sobe do deserto e vem encostada ao seu amado?”

Ela sai do deserto de forma diferente do que entrou. Ela sobe com a cabeça reclinada no ombro do amado. Se você se lembra bem, esta posição simboliza intimidade a partir do discípulo mais íntimo de Jesus – João. Ele reclina a cabeça em Jesus na última ceia. E Jesus deixa 🙂 Os outros discípulos é que perderam a oportunidade, pois não foi Jesus quem reclinou a cabeça em João e sim João em Jesus – intimidade é para todos que quiserem. A partir deste momento João só descreve a si mesmo na terceira pessoa, nunca mais falando de si mesmo como mais importante. Isso me mostra que ele reclinou a cabeça e a vida em Jesus! Como noiva precisamos fazer o mesmo, subir do deserto reclinados Nele, abraçados apenas a Ele, confiando e descansando na liderança Dele, que Ele é fiel para completar a obra que começou em nós, mesmo que para isso seja necessário descermos ao deserto da “sala de espera” de Deus!

“Jesus, eu quero subir deste deserto reclinada no Teu ombro. Quero subir deste deserto com um coração mais maleável, mas parecido com o Teu. Não quero perder esta oportunidade mas sim abraçar esta estação sabendo que tudo coopera para meu bem inclusive minha espera e deserto, desenhados tão individualmente para mim! Quero no silêncio a sós ouvir coisas novas, apenas entre nós, eu e o Senhor, aproveitar que todo o caos está fechado lá do lado de fora, para que enfim possa SUBIR DO DESERTO RECOSTADA EM TI!”

Quando a gente assustar alguém nos chama pelo nome e diz que já podemos sair e ainda nos escolta! O resultado esperado está pronto! E há felicidade em saber que não foi em vão, mas que as coisas de fato MUDAM enquanto esperamos!

Seja fortalecido nesse dia em sua espera!

Paz do Senhor!


A Importância De Qualidade Musical Na Igreja

E no Tabernáculo de Davi? Havia qualidade musical? Havia divisão de vozes? Como eram os instrumentos?

Quero levá-lo a ver algumas verdades sobre a necessidade de usar a música com qualidade para a glória de Deus! Se você ler cuidadosamente os livros das Crônicas, você conseguirá observar estes detalhes preciosos. Quero aqui neste breve artigo ressaltar duas partes deste livro que me chamam mais a atenção.

No capítulo 15 do primeiro livro, lemos, a partir do verso dezesseis:
“E disse Davi aos chefes dos levitas que constituíssem, de seus irmãos, cantores, para que com instrumentos musicais, com alaúdes, jarpas e címbalos, se fizessem ouvir, levantando a voz com alegria. Designaram, pois os levitas a Henâ (…) Asafae (..) Etã (…)” “E os cantores, Hemã, Asafe e Etã, se faziam ouvir com címbalos de metal; E Zacarias, Aziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Maaséias, e Benaia, com alaúdes, sobre Alamote. E E Matitias, Elifeleu, Micnéias, Obede-Edom, Jeiel, e Azazias, com harpas, sobre Seminite, para sobressaírem. E Quenanias, chefe dos levitas, tinha o encargo de dirigir o canto; ensinava-os a entoá-lo, porque era entendido” (v. 19-22)

Talvez sua Bíblia já tenha traduzidos os termos Alamote e Seminite, por exemplo. (várias Bíblias hoje já são assim). Se a sua for uma delas, você vai poder confirmar o que vou dizer. O termo Alamote, do orginial significa SOPRANO, e Seminite, significa TOM DE OITAVA. Algumas Bíblias até tem a tradução de Alamote como com alaúdes, em voz de soprano, e de Seminite como em voz de baixo, para conduzir o canto.

A Bíblia amplificada chega a comentar sobre Alamote: “Provavelmente as vozes agudas, da Clave de Sol” E de Seminite: “Provavelmente as vozes graves, da Clave de Fá”. O versículo 22 diz que Quenanias era entendido, em outra versão, era ‘perito’ no canto. Outra ainda diz que ele era o ‘regente do coral, pois era um músico habilidoso’.

Temos algumas interpretações diferentes para nós hoje, devido ao fator tempo, instrumentos musicais, termos não definidos, etc. Mas mesmo assim, uma coisa podemos afirmar sem medo de errar: Havia qualidade, havia postos designados, ensaiados, diversidade de instrumentos, de vozes e arranjos dos mesmos. Por que hoje há tanto problema com relação a pessoas que não querem estudar música, que são contra ensaios e não querem aprimorar o dom que o Senhor lhes deu? Estes dons serão cobrados um dia, e deverão ser multiplicados (ver Mt. 25:14-29 ).

A outra passagem de I Crônicas é do capítulo 25, versos 6 e 7: “Todos estes estavam sob a direção de seu pai, para a música da casa do Senhor, com saltérios, címbalos e harpas, para o ministério da casa de Deus; e Asafe, Jedutum, e Hemã, estavam sob as ordens do rei. E era o número deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto ao Senhor, todos eles mestres, duzentos e oitenta e oito”. Neste tempo havia um coral de 288 vozes! E não somente vozes não trabalhadas, mas MESTRES, peritos no canto!!!

Além destes 288 cantores haviam 4 mil instrumentistas (com instrumentos que o próprio Davi tinha feito para eles) na ordem  do Tabernáculo, que de hora em hora trocavam de turno conforme a escala que Davi fez 0 ou seja, se você não gosta de escala, já era algo normal nos tempos bíblicos 🙂 Continue desenvolvendo seu dom no Senhor! Esse é nosso chamado como ministros ao Senhor com a música. O que possui um dom deve se esmerar no que faz. Aquele que ensina, deve estudar, aprimorar-se, etc. O que prega, deve buscar a cada dia mais. E o que usa a música como ferramenta de adoração, também de estudar e sempre melhorar no que faz, sabendo que um dia lhe será cobrado, e ciente também, de que se veio do Senhor, para Ele, e a Ele somente é devida toda a glória.

Se você quiser ler mais sobre como era o ministério Bíblico de louvor e adoração leia este e-book; “Profeta e Adorador”, livre para download gratuito e envie também para as pessoas da sua equipe 😉   Link do livro: http://www.scribd.com/raquel_ribeiro_12

Deus te abençoe,

Raquel Emerick


Jesus no outro…

A gente tem facilidade de ver Jesus num pregador, num ministro. Mas Jesus tentou nos ensinar enxergá-lo nos “pequeninos”, nos deficientes, nos idosos, nas crianças, naqueles que normalmente a Igreja não está preparada prá receber e nutrir.

Não tem preço doar amor. Não tem preço doar vida, tempo (algo que hoje ninguém quer ter prá dar… só quer prá ter mais e mais, sempre mais). E assim cresce uma igreja egoísta (mesmo porque a filosofia já grudou no inconsciente de muitos – tempo é dinheiro). Fazemos parte de uma igreja que não tem tempo prá Deus, quanto menos terá tempo para o próximo.

Com certeza você se lembra da passagem do bom samaritano. A parte triste prá mim não é que o homem asssaltado não foi ajudado pelas duas primeiras pessoas. A parte triste é que essas duas primeiras pessoas são: um SACERDOTE e um LEVITA.

Puxa. Pense bem! Um sacerdote. Um levita. Que tristeza.

Jesus não deu voltas prá falar a verdade… sempre falou direta e claramente. Ele disse:

“Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

Como já foi dito é fácil ver Jesus num levita ou sacerdote. Mas e no próximo? E nos pequeninos?

Tenho falado aos alunos do Webnário que acredito que todo ministério de louvor deveria sair da plataforma um pouco, ministrar louvor em asilos, em orfanatos, em presídios, em praças, etc.

Aí sim vamos ter a perspectiva correta das coisas, saindo das quatro paredes e vendo o que é o Reino de Deus vir de verdade.

Plataformas são viciantes. Altares deixam a gente cheio de si. Quando permitimos que nossa “vida ministerial” só gire em torno disso, aí corremos um grande perigo. Como alguém já disse muito bem: “O problema das luzes é que elas cegam!”

Você tem procurado fazer a sua parte? Tem muito mais serviço no Reino do que imaginamos, de fato a seara é grande. Mas o problema nunca foi a seara e sim os ceifeiros!!! Que Jesus possa contar com você como ceifeiro e que você consiga olhar para aqueles que são desprezados pela Igreja. E ao olhar bem dentro dos olhos deles você terá a maior surpresa de todas. Você verá JESUS!!!

***OBS: cuidado para não cair no erro que a plataforma incentiva: fazer para ser visto. O sermão da montanha nos ensina a cuidar dos pequenos, dos pobres, fazer atos de justiça da mesma forma que oramos e jejuamos – EM SECRETO! 😉 Em outras palavras temos a escolha entre tocar trombeta diante de nós mesmos ou tocar trombeta diante do Pai que está nos céus!!!


estreita e apertado

Estreita (porta).

Apertado (caminho).

Fiquei pensando uma coisa esses dias atrás. Já conheci pessoas que numa foto ou vídeo pareciam ter uma certa estatura. Aí você conhece pessoalmente e pensa (só consigo mesmo): puxa, achei que essa pessoa era mais alta (ou mais baixa).

Ou então você precisa passar um móvel por uma porta. Aí você olha pro móvel. Em seguida olha prá porta. Seus olhos calculam – ahhh, dá sim!

Aí depois de carregar o todo o peso, descobre o que não queria acreditar ser verdade – a porta é mais estreita do que imaginou.

Mas porque tem certas coisas que a gente precisa “chegar perto prá perceber?”

Acho que tem muita gente na igreja sabendo e lembrando do que o pastor fala e lê: “A porta é estreita e o caminho é apertado”. Mas continua com a vida bem mais ou menos… e um dia a ficha vai cair:

“Mas eu não vou poder entrar por causa disso? Mas eu fiz tanta coisa no Teu nome, Senhor! Eu sabia que a porta era apertada e o caminho era estreito, mas não sabia que era TANTO assim!”

Tarde demais quando isso acontecer. É cedo ainda enquanto você está aqui na internet, lendo isso. Ainda é cedo. Mas o tarde vai chegar rápido!

Jesus não vai medir sua fama. Jesus não vai querer saber quantas pessoas falaram que você é ungido. Se você realmente quer saber o que Jesus vai medir dentro de você é o quanto você viveu a vida num estilo do Sermão da Montanha – oração em secreto, jejum em secreto, atos de justiça em secreto, ajudar ao pobre e necessitado em secreto, ser a luz do mundo e sal da terra, não julgar os outros, andar duas milhas com quem te obrigada a andar uma, dar o outro lado da face prá quem te fere, não ajuntar tesouros na terra, construir a casa na rocha ao praticar tudo o que ouve – dentre outros tópicos.

Se quiser REALMENTE saber como Jesus vai medir sua vida (e não seu ministério) leia lá: Mateus 5, 6 e 7. E ao final do Sermão (capítulo 7) é onde Jesus fala sobre o último dia, o dia de VER DE PERTO como a porta é APERTADA e o caminho ESTREITO!!!

Deus abençoe vocês!


Amigo Judas

Esta semana fui surpreendida por algo que veio do coração de Deus ao meu coração.

A cena está em Mateus 26. De repente chega um monte de gente com espadas e varapaus, escoltados por ninguém menos do que “Judas Iscariotes”. Jesus estava orando no Getsêmani junto com os discípulos (ou será que eu deveria dizer orando sozinho?) quando chega aquela multidão.

Multidões. Multidões. Sempre são o problema.

Desde o início da minha Bíblia só vejo a multidão fazendo bobagem = pedindo prá Moisés subir ao monte sozinho prá poderem ficar longe de Deus, reclamando e murmurando o tempo todo; multidões que só estavam esperando multiplicação de pães e acabam pedindo que Barrabás seja solto…

O provérbio “a voz do povo é a voz de Deus” seja talvez uma das frases  mais erradas da humanidade! Profetas são a voz de Deus! Homens e mulheres NÃO conhecidos e renomados são a voz de Deus. E ninguém que realmente é profeta queria ser, porque quem é sabe o quanto sofre. A voz de Deus na maioria das vezes está com um pequeno grupo que se sente remando contra a maré. E este grupo acaba se sentindo constrangido e fica se questionando se realmente é mensagem de Deus, já que não é uma mensagem popular, ‘da moda’ ou muito menos prá dar um tapinha nas costas. Enfim… é melhor voltarmos à cena 🙂

A multidão seguiu Judas. Falsidade. Tanto da parte dele quanto dos outros. Me pergunto se tinha gente naquele meio que tinha sido curado de alguma doença nos três últimos anos pelas mãos de Jesus. Não há como saber. Mas JUDAS nós sabemos. Ele viu tudo! Viu milagre por cima de milagre, por cima de milagre… E decidiu trair.

Sabe o que eu achei mais IMPRESSIONANTE no texto, algo que já li tantas vezes, mas dessa vez o Espírito de Deus abriu os meus olhos.

“Amigo, a que vieste?”…

Ah, gente! Essa palavra capturou meus olhos: AMIGO! Senti o Espírito Santo me falando: leia de novo… leia da novo.. leia de novo… devo ter lido essa frase de Jesus umas vinte vezes. E de repente a ficha caiu!

Jesus chamou Judas de AMIGO. Não foi Judas que chamou Jesus de amigo. Com isso quero dizer o seguinte – nós entendemos esta passagem com nossa mente humana, carnal e pecaminosa. Muitas vezes NÓS CHAMAMOS ALGUÉM de amigo mas nem o consideramos um amigo de verdade coisa nenhuma. Chamamos por política de boa vizinhança, entende? Chamamos porque é uma gíria, uma forma de chamar, de tratar, etc. Tem gente que chama até o garçom de “amigooo!” prá conseguir a atenção dele. Mas obviamente estamos falando de uma perspectiva diferente!

Jesus não chamou Judas de amigo fazer bem na frente dos outros. E muito menos sendo falso ou irônico. Jesus é a VERDADE. Isso significa que Ele é SEMPRE verdadeiro! Jesus chamou Judas de AMIGO – mesmo!

Na minha humilde opinião acho que essa palavrinha deve ter entrado no coração de Judas como um punhal, estraçalhando sua felicidade pelas trinta piores moedas que já circularam o sistema monetário desse planeta!!!

E o Espírito Santo me falou profundo ao coração. Quando nós lermos as palavras de Jesus precisamos tentar entender com a mente e o Espírito de Deus, (que nos ajuda a fazer isso) e não com a nossa mente ou interpretação. Jesus não pecou. Nós pecamos. E muito. É como um óculos que temos -chamado NATUREZA DO PECADO – e parece que tudo o que olhamos está debaixo dessa ótica.

Se eu ler com minha mente humana, sem a escolta do Espírito me ensinando, vou achar que Jesus usou a palavra AMIGO à toa. Mas se eu deixar o Espírito Santo me mostrar a cena de verdade, só me resta me quebrantar diante do Senhor, vendo um AMOR tão grande, que me contrange. Alguém que disse: “Amai os vossos inimigos e bendizei [falai bem] os que voz maldizem”. E Ele não só falou, mas nos mostrou isso na prática!

O discípulo que andou com ele por tanto tempo o vendeu por trinta moedas; mas mesmo assim saíram da boca de Jesus as seguintes palavras: “AMIGO, a que vieste?”

Quero ser amiga de Jesus sim! Quero que Ele seja meu amigo sim! Mas quero ser OUTRO tipo de amigo – não o que vai junto da multidão depois de vender o seu relacionamento por coisas corruptíveis deste mundo passageiro.

E prá terminar não posso deixar de perguntar prá você que, como eu, é líder de alguma coisa dentro do que nós chamamos de igreja: qual multidão está te seguindo? A de pessoas que são perseguidas por causa da Cruz ou as pessoas que até hoje perseguem o mesmo Jesus que Judas vendeu?


Cada um na sua…

Sabe uma coisa que me intriga?

Jesus, quando morreu, ainda haviam pessoas prá ser curadas (dentro e fora de Israel). Ainda tinham pessoas endemoninhadas que precisavam ser libertas. E muitas (realmente MUITAS) que não conheciam o evangelho, e nem sabiam que Jesus tinha vindo ao mundo, nascido e estava morrendo naquele exato instante por eles!

No quê isso me deixa impactada? Ainda assim Ele conseguiu dizer: ESTÁ CONSUMADO!!!

Vejo muita gente correndo, numa briga desenfreada por evidência, palcos, contratos, viagens, etc. Mas ministério não tem um formato ou padrão. Nem todos foram chamados prá mesma coisa.

Tem gente que foi chamado prá fazer música INSTRUMENTAL, outros música só prá TEATRO e DANÇA, outros músicas de outros estilos “não congregacionais” (reggae, rap, mpb)…  Outros são MINISTROS numa igreja local, outros, MINISTROS que vão viajar pregando com a música e atitudes. Uns foram chamados para evangelizar com a música – montar um instrumento nas praças e cantar sem talvez nunca cantar no altar da igreja. E alguns nem prá música são chamados e nisso insistem sem nem entender o porquê da fixação por essa área. E nem vou entrar no assunto sobre gravar CD. Como diz o querido Pr. Adhemar, parece que o Brasil inteiro recebeu chamado prá gravar CD, mas deixa prá lá!!!

Na verdade, ninguém é chamado prá fazer a mesma coisa que o “coleguinha do lado” (como dizíamos na escolinha). Mas parece que as pessoas saem da “escolinha” do Espírito Santo sem aprender uma lição básica: CADA UM NA SUA.

Aliás, quando Deus olha dos céus, um está compondo músicas evangelistas, outro compõe um instrumental tremendamente ungido; outro viaja, outro é líder do departamento de música da igreja local e discipula tantos irmãos preciosos (e nem por isso deseja ficar viajando, como se esse fosse o nível máximo de espiritualidade na área da música) e dos céus Ele vê tudo a obra sendo feita num todo. Vejo ministros “loucos” por viver viajando, e ficam tristes quando suas agendas não estão cheias… Como diz uma querida amiga de ministério, a Ju (Juliana Barros): “Descubra o que Deus tem prá você e seja feliz com isso!” 🙂 Não vejo uma forma melhor de expressar isso!!!

Não concordo com gente que imita a voz de um ministro prá cantar (nem homem nem mulher) ou prá pregar. Um dia essas pessoas vão ter que enfrentar uma tristeza enorme ao olhar prá trás e perceber QUANTOS ANOS perderam sem ser elas mesmas. Enfim… a Igreja precisa despertar! Cada um foi chamado prá ‘algo’.

“Senhor, eu enterrei o talento que o Senhor me deu por medo e covardia porque eu queria ter é cinco talentos e não UM, mas estou te devolvendo do jeitinho que o Senhor me deu. Toma aqui, ó!” O problema é que mesmo tendo sido avisado pela Bíblia, vai ter gente que vai dizer a mesma coisa que já leu assentado no banco da igreja.

A seara é grande! Todos vamos morrer um dia e com certeza ainda vai ter coisa prá ser feita, lugar prá ministrar, pessoas prá serem libertas e muita gente que só vai ouvir sobre Jesus na geração dos nossos filhos! Mas eu e você só precisamos uma coisa – sermos capazes de completar a carreira, combater o bom combate, guardar a fé e poder dizer: Eu tinha um chamado e cumpri o que nasci prá fazer – ESTÁ CONSUMADO!!!


Impactante – LEIA!

Há tempos priorizo na minha vida como filha e Deus e também como líder, participar todos anos de uma conferência chamada SUMMIT – da igreja Willow Creek, através de vídeos aqui no Brasil. Este ano estarei lá mais uma vez em Nome de Jesus. Sempre recebo e-mails deles e hoje recebi um artigo impactante.
Quero compartilhar uns trechos muito fortes e verdadeiros, que precisamos ter não só na mente, mas no coração. O Artigo é de John Ortberg: “O que realmente está por trás do nosso cansaço?”
Abraços,
Raquel Emerick
“Uma questão central na minha vida atualmente é: O meu envolvimento no ministério está me tornando cada vez mais como Cristo? É importante entender essa questão claramente. Como o ministério deve afetar a vida do ministro?
Essa verdade me ajuda a identificar a grandiosidade no meu trabalho: Se o ministério for feito da forma correta, irá ajudar a formar o caráter de Cristo em mim. Meu envolvimento no ministério (usando ministério no sentido de servir ao corpo de Cristo) precisa ser visto à luz de um estilo de vida que me ajuda a ser transformado. Se isso não está acontecendo, então alguma coisa, em alguma área da minha vida não está dando certo.
Mas o pequeno Salvador da pátria que existe em mim não morre tão fácil. Tem se tornado cada vez mais importante combater a grandiosidade em alguns aspectos do ministério.
Há algum tempo, eu havia passado um longo período viajando, com reuniões demais e palestras demais. Estava exausto. Um dos meus compromissos rotineiro era com um amigo, que também estava envolvido em ministério. Eu estava reclamando sobre a minha agenda, esperando que ele se compadecesse de mim, quando ele me surpreendeu ao me perguntar, “Por que você escolhe viver dessa maneira?”
A única resposta honesta era, mais do que qualquer outra coisa, que minha vida estava sendo regida pela grandiosidade. Temia que se eu dissesse não às oportunidades, elas desapareceriam. E se as oportunidades cessassem, eu me tornaria menos importante; e seria terrível ser menos importante.
Daquela conversa surgiu um “pequeno grupo da agenda pessoal”, com um pacto de que não aceitaríamos qualquer compromisso sem consultar uns aos outros ou as nossas famílias. Significava dar permissão aos outros para não somente falar sobre nossas agendas, mas também sobre os motivos por trás das agendas.
Uma razão pela qual eu fico feliz em fazer parte de uma equipe de ensino, ao invés de ser o único professor, é que isso me força a confrontar minha atitude. Ás vezes um dos meus amigos prega uma mensagem muito bem, e eu me sinto tentado a me comparar com ele. Aí então vejo como é absurdo. Estou com inveja por que ele consegue convencer as pessoas a ser entregarem completamente a Deus melhor do que eu.
Dietrich Bonhoeffer, no livro Life Together, fala sobre como todos na comunidade vão tentar estabelecer espiritualidade espiritual – tanto os fracos quanto os fortes, os tímidos e os extrovertidos. A tentação sempre envolve o antigo argumento: “Surgiu também uma discussão entre eles…”
Então Jesus pega uma criancinha em seus braços e diz: “Aqui está seu ministério. Entregue-se àqueles que não vão lhe trazer status ou poder. Simplesmente ajude as pessoas. Você precisa dessa criancinha. Você precisa ajudar essa criança, não somente por que ela precisa, mas por que você precisa. É preciso fazer isso, por que se não fizer, sua vida inteira vai se resumir a uma competição ridícula para ver que é o maior. Mas se você servir a essa criança, com freqüência e carinho, com alegria e sem chamar atenção a si mesmo, então talvez chegue o dia em que você faça isso sem pensar, Que coisa maravilhosa eu fiz! Aí então você começará a servir naturalmente, simplesmente pela alegria que vai lhe trazer. Você vai começar a entender como a vida no reino funciona.
No âmbito da igreja, esse ministério “não estratégico” das pequenas coisas significa que às vezes eu preciso estar disposto a ser interrompido para resolver coisas que não estavam na minha agenda. Preciso estar disponível para orar com pessoas atordoadas que eu não consigo curar e que não habilidade alguma de contribuir para meu sucesso. Talvez durante reuniões eu preciso ficar em silêncio mesmo quando tenho uma idéia que poderia impressionar alguém.
Lutando contra o sutil pecado da grandiosidade significa aprender de Jesus como ministrar de uma forma que me atraia a ele. Pois em Jesus não havia grandiosidade. Essa é uma das razões pela qual as pessoas tinham dificuldade em reconhece-lo.
A heresia cristã mais antiga, o docetismo, surgiu porque as pessoas não conseguiam aceitar que Deus poderia sucumbir à vulnerabilidade e sofrimento. João diz que é o espírito do anticristo que nega que Jesus veio a este mundo kata sarx , “em carne”. Jesus não era um super-homem. Ele não desafiava seus inimigos em posição de combate, absorvendo qualquer impacto sem sofrer um arranhão sequer. O chicote usado nas suas costas causou o derramamento de sangue verdadeiro, os espinhos apertavam pele verdadeira, os cravos causaram dor inimaginável, e a cruz o levou a morrer verdadeiramente. E ao sofrer todas essas coisas de forma humana e real, ele suportou as pessoas, perdoou-as, amou-as até o final.
Se você quiser ler o artigo inteiro (vai valer muito a pena, pode acreditar) visite: http://www.willowcreek.org.br/artigo1209.asp