Era uma vez um encanamento. Um encanamento tão bem feito que chamava atenção. Sim, porque não passava ninguém sem o observar, afinal ele SOBRESSAÍA. Claro que o mérito não era dele e sim do encanador que cuidadosamente o construiu e instalou.
Veja bem, o propósito era o de deixar que a água fluísse através dele até um local onde as pessoas pudessem matar sua sede! Na verdade ele não fabrica a água, pois como qualquer encanamento, é apenas um canal, um caminho.
Ahhh, mas o dia chegou em que de tantos elogios ouvidos este encanamento começou achar que era o melhor! Pobre coitado! As pessoas quando o elogiavam, na verdade pensavam no trabalho árduo que o encanador havia investido. Até mesmo porque o encanamento não se “auto criou”, nem apareceu “do nada”. Alguém elaborou e desenhou sua existência e funcionalidade (ou seu dom, como comumente dizemos). Quão óbvio!
Óbvio para todos – exceto para ele!
Ele deixou de olhar para sua condição de encanamento e de tanto se exaltar não percebeu que a ALTIVEZ em forma de FERRUGEM já havia entrado dentro de si.
E o pior é que isso não apenas o prejudicava! Mal sabia ele que todos sentiam o gosto da ferrugem! Ele simplesmente não fazia a menor idéia disso! O comentário era geral: “a água em si é boa, mas o gosto de ferrugem tá forte demais!”
E então o tempo vai passando. Pessoas vão escolher beber da mesma água porém através de encanamentos não tão bonitos, reluzentes e famosos. São encanamentos bem simples mesmo, porém a água que sai deles vem bem límpida! Apenas com as qualidades de água!
Pode ser que um dia o lindo encanamento caia na real e permita uma limpeza em seu interior. Pode ser também que ele nunca entenda isso, mesmo porque a ferrugem corrói, corrói, corrói… até chegar num ponto onde o preço de se voltar atrás é alto demais!
Mal sabe o encanamento que este é o início de sua ruína queda!
OBS: Base bíblica:
“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.” – Pv. 16.18
“Porque, quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido?” – I Co 4.7
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